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Festival de Marchinhas

Quando o carnaval de rua de São Luiz do Paraitinga foi retomado em 1981, a cidade tinha como referência o carnaval de samba do Rio de Janeiro, muito devido a forte influência que a TV começava a exercer sobre as pessoas a partir da década de 70 e 80.Mas apesar dessa forte influência, a cidade sempre teve uma forte tradição em bandas musicais, onde prevalecem os dobrados (gênero musical baseado na marcha militar), a partir desse contexto, a predileção pela marcha foi um caminho natural da cidade.

Sendo assim, a 1ª edição do Festival de Marchinhas de São Luiz do Paraitinga é criado em 1984 pelo músico e compositor Galvão Frade, na época componente do Grupo Paranga, em parceria com o clube da cidade. O festival surgiu com o intuito de revelar novos talentos e produzir um acervo de marchinhas inéditas para que no futuro a trilha sonora do carnaval da cidade fosse pautada num repertório próprio. No primeiro ano, surgiram cerca de 20 músicas inéditas e outras cinco resgatadas da década de 40. Atualmente São Luiz do Paraitinga possui um acervo de aproximadamente 2.000 marchinhas. Nota-se ainda, uma divisão do festival em dois períodos que não ficam definidos precisamente, mas de maneira geral é descrito pela memória dos colaboradores como sendo sua primeira fase da primeira edição do festival em 1984 até aproximadamente 1999.

A partir do ano 2000 o Festival de Marchinhas de São Luiz do Paraitinga passa a ganhar notoriedade nacional, devido à participação e apoio de importantes artistas do cenário musical brasileiro, tais como: Suzana Salles, Chico César, Zeca Baleiro, Vanderléia, Benjamin Taubkin, Alice Ruiz, entre outros.

Na edição de 2012 o festival de Marchinhas de São Luiz do Paraitinga teve a participação da marchinha “Pelas Costas” de Arnaldo Antunes, Betão Aguiar, Chico Salém e Marcelo Jeneci.

Podemos afirmar que o Festival de Marchinhas de São Luiz do Paraitinga se tornou referência e grande incentivador para criação de diversos festivais do gênero no Estado de São Paulo.

 

Crédito – Fotografia: Zé Roberto

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